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Sábado, Julho 30, 2005

O Congresso do PSD (Parte II)

Luís Filipe Menezes denunciou hoje a existência de "pressões" e de “saneamento político” no processo de formação das listas do PSD para as eleições autárquicas, sustentando que os que apoiaram a sua candidatura à liderança do partido estão a ser afastados.

Noticía completa

Do Fauvismo

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Matisse 1869-1954

Solidariedade com o Mercado do Bolhão

Depois da interdição do piso 1 da ala sul do Mercado do Bolhão, ontem os comerciantes juntaram-se e pediram solidariedade à população do Porto, para juntos fazerem um cordão humano, abraçando o edifício. Pois bem, o povo do Porto aderiu.
Centenas de pessoas uniram-se ontem pedindo obras para o mercado e rejeitando os despejos num claro voto de protesto à forma vil e insensível com que Câmara do Porto tem tratado este assunto. Até o Pedro Abrunhosa apareceu, fazendo lembrar a histórica luta pelo Coliseu do Porto.
Obviamente, Francisco Assis esteve presente, solidarizando-se com todos aqueles que não querem que este mercado feche as portas, na luta clara por uma decisão que nasça através do dialogo com os comerciantes do mercado.

Até já! "Comercio do Porto"

Ao fim de 151 anos a publicar jornais, O COMÉRCIO DO PORTO vai suspender a sua publicação amanhã.
Primeiro foi a NTV, agora o Comércio do Porto, nós temos de dizer: "NÃO!".
Mais uma vez as questões económicas sobrepõem-se a tudo o resto, e permite-se que o jornal mais antigo de Portugal termine. Como é possível que o grupo espanhol, a Prensa Iberica, opte por abandonar tudo, quando já havia um acordo com um grupo de investidores, os mesmos que pretendem lançar a INVICTA TV.
Se isto não é esvaziamento da cultura Portuense, então o que é?
Se isto não é esvaziamento da economia Portuense então o que é?
Temos de nós recusar a dizer adeus.
Ficamos pelo até já COMÉRCIO.

Quinta-feira, Julho 28, 2005

Nostalgia...(Porto Sentido Parte II)

Era eu ainda petiz na altura mas ainda hoje me lembro. È engraçado que há coisas que de tão insignificantes que são transformam a vida de alguém. Ainda estava eu naquela idade dos sonhos onde tudo é uma aventura. Onde a inocência nos turva os olhos e nos permite ver as estrelas. Lembro-me como se fosse hoje dos longos passeios que dava pelo Porto com o meu avô. Corpo moldado pelo tempo, face marcada pelas rasteiras da vida e voz pesada da sabedoria. Contava-me a história de cada rua, de cada prédio. Em cada esquina um amigo em cada rosto a saudade. A historia era bela na sua voz pois a cidade confundia-se com ele próprio.(..)


Leia na totalidade o texto de Pedro Magalhães

Soares é Fixe!

Nunca pensei que a possibilidade de uma candidatura ás presidenciais de um Homem com quase 81 anos pudesse empolgar tanto o país.
Quando Cavaco Silva se preparava para derreter a esquerda numa corrida sem adversários, o Partido Socialista encarava esta campanha sobre a inevitabilidade de uma pesada derrota.
Eis que surge a reviravolta! Sócrates tira o coelho da cartola e num passe de mágica coloca o Dr. Mário Soares na corrida presidencial.
Faz-me quase lembrar aquela célebre frase:
Quem é ele?
É um pássaro?
É um avião?
Não é o Super Mário…

Se como jovem fico com uma certa “azia” de o Partido Socialista não conseguir encontrar uma personagem mais jovem para este combate, como socialista fico muito feliz com o revisitar da saudosa campanha do “Soares é Fixe!”

O punho cerrado ou a mão aberta?

Para qualquer jovem no inicio do século XXI a droga é uma constante da vida. Não é difícil, para muitos de nós, enumerar casos onde as promessas de um mundo de glamour e sensualidade bailaram perante os nossos olhos tal como sereias que encantam sussurrando canções de amor e venturas infinitas. Muitos de nós tal como Ulisses, enfrentamos as demoníacas ninfas e ultrapassamos as nossas provas...muitos deixaram-se aliciar. Também eu faço parte, felizmente, do grupo que superou os obstáculos. Também eu fui aliciado, também eu pertenci a grupos, também eu vi namoradas e melhores amigos consumirem e entrarem numa estrada para onde eu não os podia seguir. Também eu tive problemas e dissabores ao longo da minha(ainda curta) vida, também sofri, também me questionei, e em todos estes momentos sempre houve um lobo com pele de cordeiro que me prometia a felicidade infinita. Como todos os jovens fiz a travessia do deserto, sobrevivi e depois de nela ter perdido tanta gente e conhecer outra tanta gerei a minha própria opinião sobre essa amante proibida: A DROGA.
Combater o problema da droga é muito parecido com o combate á poluição de um rio. Podemos fazer muitas estações de tratamento e alegrarmo-nos com o nosso esforço pela preservação da natureza, mas ele será inútil se não combatermos as fontes dessa poluição. Só assim com uma solução integrada resolvemos o problema de uma vez por todas e não perpetuamos com mais ou menos remendos uma solução de segunda escolha que mais não faz que disfarçar o cheiro. Mas o problema continua lá!! Perante uma fuga de água devemos antes de tapa-la de encontrar a torneira.
Antes de mais é preciso clarificar que a toxicodependencia é uma doença crónica, mas totalmente diferente de todas as outras. As diabetes e deficiências motoras são doenças do corpo que alteram as nossas vidas, a toxicodepêndencia é uma doença da vida que altera o próprio ser. No caso da droga não chega tratar o corpo se não lhe podermos devolver a vida. A criação de centros de apoio tentam trazer alguma dignidade a uma vida de miséria, mas pouco mais fazem do que esconder da vista do resto da sociedade imagens de degradação.
A minha experiência de vida fez-me perder toda a crença num tratamento. A droga é uma doença crónica e incurável! Investir energias no seu tratamento é como atirar-nos de cabeça a uma parede esperando que a nossa dor seja suficiente para a fazer vergar...mas não é.
Deixem-me contar então um episódio pessoal. Eram dois irmãos, onde o mais velho convenceu o mais novo a experimentar. Era só uma vez diziam eles. Estava tudo sob controle, mas afinal não estava. O vicio corroeu-os, e a vontade de mais uma dose tornara-se insuportável. O pai, pessoa que muito lutou na vida para chegar onde está, pouco pôde fazer quando a ânsia de mais uma “pica” tornou os seus filhos num bando de ladrões. Claro que foram presos claro que foram acompanhados, por médicos, psicólogos, etc. O Pai, como qualquer pai que se preocupa, gastou muitas das suas poupanças em tratamento para os filhos. Quando saíram tinham um emprego bem remunerado á sua espera. Tudo parecia bem, mas não durou muito tempo até o inferno voltar. Neste momento já é o 3º tratamento a que cada um se submete e pelo que sei mais uma vez eles roubaram no trabalho e mais uma vez voltaram a roda viva do mercado da branca, onde tudo vale até tirar olhos.
Não vou dizer que este é um caso como muitos outros. A grande maioria tinha o quê no final do tratamento? Um emprego? Não somente a miséria, somente a depressão, somente o fundo do poço de onde eles já não conseguiam sair. Na sociedade portuguesa não há rotulo pior que o de drogado. Um tretaplégico fica incapacitado para a vida mas a droga é uma auto estrada para um mundo de criminalidade que incapacita a confiança dos outros. No final da linha só resta o voltar a uma vida de marginalidade.
Para mim o caminho está exclusivamente na prevenção. Mas uma prevenção que passe pelo desmantelar das redes de traficantes, que acabe com os lucros elevadíssimos de um negócio que brinca com a vida das pessoas, por uma acção de informação que desmascare as mentiras de um mundo belo, com o “glamour” da fama, que não esconda ou censure as imagens da degradação humana, que mostre a realidade nua e crua, que chame as coisas pelos nomes e que não faça comparações com o café ou o tabaco como tudo fosse o mesmo só porque um especialista qualquer o disse, que não use eufemismos, que seja duro, cruel, que aterrorize com a realidade, com aquilo que é a verdade e sim que crie o MEDO naqueles que querem ou são tentados a consumir. Pois não se iludam, o primeiro passo para entrar no labirinto tortuoso da dependência é sempre dado pelo próprio e por mais ninguém. Pressão é algo que todos nós sentimos na nossa vida pessoal e profissional num mundo globalizado como o de hoje a situação não tem tendência a melhorar.
O medo é um bom aliado mas nada consegue sem a componente da formação. Os professores devem falar abertamente sobre estes problemas, chamar os traficantes e os consumidores pelos nomes. Mas mais importante de tudo saber criar sinergias ao longo de todo o sistema de ensino de forma a criar formas de cada um superar os seus problemas, de encarar as suas duvidas, dos jovens se abrirem e confessarem os seus medos. Só assim daremos luz a jovens e a adultos que sabem que não precisam de recorrer a químicos como escape dos problemas, como alienação de uma realidade que não conseguem entender ou querem pertencer.
Informação, segurança e formação, são para mim os 3 pilares da prevenção e o principio do fim do flagelo. Acabar nas escolas com o “cool” que é fumar uns charros, com a sensação “in” de tomar umas pastilhas numa discoteca, só assim podemos estancar esta verdadeira hemorragia...mas já nada podemos infelizmente fazer em relação ao sangue que já foi derramado. Mas se nada for feito para parar a hemorragia muito mais ainda se perderá. Muitos querem tirar as pessoas da droga, eu prefiro impedir que elas entrem. Durante pelo menos 4 anos todos os projectos de prevenção foram postos de lado, o aumento do consumo de drogas em todo o pais é o resultado disso mesmo. A droga anda impune e é sinal de rebelião...mas a única guerrilha que faz é em prol da destruição. Defendo que se aplique mais dinheiro em sistemas integrados de prevenção (com policia, escola, sociedade em geral) em vez de salas de chuto controladas ou centros de tratamento. A droga não deve ser encarada com mais nada do que uma doença crónica incurável e mortífera e deve ser tratada como tal. Se só com protecção e vacina se combate a malária ou o ébola então é assim que devemos concentrar os nosso esforços para combater o problema da droga.
As minhas ideias aqui ditas podem parecer frias e insensíveis, mas como já disse antes está é também uma realidade que eu conheço. Foi ai que aprendi que por vezes o punho fechado protege mais que a mão aberta.
Pedro Magalhães

Segunda-feira, Julho 25, 2005

Novas energias

Aqui está o programa completo!

Animar a sede de candidatura

Este post está a ser escrito na sede de candidatura do PS Porto. O espaço é agradável, mas falta-lhe alguma energia! Quem sabe não se organiza aqui um evento um dia destes. Alguém quer fazer sugestões?

Domingo, Julho 24, 2005

Entrega do Programa da JS ao Francisco Assis

Sábado, Julho 23, 2005

A Demagogia II

Hoje de manhã, enquano lia as edições online de jornais como "O Comércio do Porto" apercebi-me que não é possível existir uma tão grande dualidade de critérios sem algo de concertado a ditar a linha editorial dos meios de comunicação nacionais.
Como é possível que nada seja dito em relação ao jantar de ontem na alfândega? Como é possivel que se tenha dado maior destaque ao mandatário do Rui Rio do que aos candidatos do PS, ainda por cima no canal do Estado? É uma vergonha e deve ser denunciado!

Outra grande falácia é o facto de o Rui Rio se ter queixado de que o PS anda a gastar muito dinheiro na campanha... como já disse em post anterior, este homem devia ter vergonha de andar a gastar do erário público para fazer publicidade a sí próprio... assim também eu.

Quinta-feira, Julho 21, 2005

AMP

Hoje foi divulgado o segundo elemento a fazer parta da lista para a Assembleia Municipal do Porto pelo Partido Socialista, trata-se de Manuel António Pina.
Escritor e Jornalista, Manuel António Pina é um grande nome da Cultura Portuense. Nasceu no Sabugal (Beira Alta), em 1943. Poeta e autor de livros infantis. É licenciado em Direito pela Universidade de Coimbra. Desde 1971, é jornalista profissional no Jornal de Notícias (Porto), onde tem desempenhado funções de editor.

No entanto o Novas Energias divulga em primeira mão mais dois nomes :

Arquitecta Paisagista Teresa Andresen
Nasceu no Porto, em 1957, mas o gosto pela arquitectura paisagista levou-a a Lisboa, onde se licenciou em Agronomia e Arquitectura Paisagista. Regressou à Invicta há cinco anos para coordenar a licenciatura de Arquitectura Paisagista da Universidade do Porto. Pelo meio ficaram vários projectos, como o da recuperação do Parque de Serralves, nos anos 80, ou o Europarque, em Santa Maria Feira. Foi exercendo a profissão liberal simultaneamente com o ensino, mas os projectos foram, porém, trocados pela carreira académica, desde 1993, altura em que Teresa Andresen, que chegou a ser presidente do Instituto de Conservação da Natureza, passou a leccionar na Universidade de Aveiro.

Prof Jorge Olímpio Bento
Nasceu em 1946, em Bragança. É licenciado em Educação Física pelo INEF e doutorou-se em 1982 na Universidade de Greifswald, Alemanha. É, desde Maio de 1993, Professor Catedrático da Faculdade de Ciências do Desporto e de Educação Física da UP, tendo sido Presidente do Conselho Científico (1986-1996). Entre 1995 e 1998, assumiu o cargo de Pró-Reitor da Universidade do Porto. Actualmente é Presidente do Conselho Directivo da referida Faculdade, sendo responsável pela regência da cadeira de Pedagogia do Desporto nos cursos de Licenciatura e Mestrado. Desempenhou as funções de Presidente do Conselho Superior do Desporto de Portugal (2001-2002) e foi Vereador do Pelouro do Desporto da Câmara Municipal do Porto (1997-1999).É autor de várias publicações na área do Desporto.

Pedro Bacelar de Vasconcelos


No sábado passado, foi apresentado o cabeça de lista socialista à Assembleia Municipal do Porto.
Pedro Carlos Bacelar de Vasconcelos, natural do Porto, freguesia de Cedofeita, tem 53 anos é Constitucionalista. Tem um passado notável, tanto ao nível académico como ao nível da defesa dos direitos humanos, das minorias étnicas contra o racismo e xenofobia.

Possui um Curriculum muito vasto, do qual destacamos:
  • Licenciado (1982), Mestre (1990) e Doutor (1996) em Direito, ciências jurídico-políticas, pela Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra.
  • Professor de Direito Público na Escola de Direito da Universidade do Minho, director do Departamento de Ciências Jurídicas Públicas e do Curso de Mestrado em Direitos Humanos.
  • Governador Civil do Distrito de Braga (1995-1999), notabilizou-se pela defesa da comunidade cigana de Oleiros, concelho de Vila Verde.
  • Redactor da Constituição de Timor-Leste e da Carta dos Direitos Humanos da União Europeia.
  • Co-fundador Observatório Europeu do Racismo, Xenofobia e Anti-Semitismo.
  • Foi Membro da Comissão Para a Igualdade e Contra a Discriminação Racial, sob a presidência do Alto-Comissário para a Imigração e Minorias Étnicas.
  • Faz parte da Direcção da revista “Scientia Juridica”.

Livros
O Controlo Judicial da Constitucionalidade das Leis no Direito Americano, ed. polic., Universidade do Minho, Braga, 1987.
A Separação dos Poderes na Constituição Americana – O Veto Legislativo. Coimbra Editora, Coimbra, 1994.
Controlo do Poder – Teoria Geral do Controlo Jurídico do Poder Público. Edições Cosmos, Lisboa, 1996.
A Crise da Justiça – Cadernos Democráticos, Fundação Mário Soares e Gradiva, Lisboa, 1998.
Contra a Discriminação e a Xenofobia, a Europa – Modos de Acção. Inserto em: Valores da Europa – identidade e legitimidade, Principia, Lisboa, 1999.
Crítica da Injustiça, Inserto em: Justiça em Crise? Crises da Justiça, Publicações Dom Quixote, Lisboa, 2000.
Sociedade Técnica, Soberania e Direitos Humanos, in: Estudos em Homenagem ao Prof. Doutor Rogério Soares, Boletim da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, Studia Juridica, 61, Coimbra Editora, Coimbra, 2002.

Boas notícias do Ministério da Justiça

Realizou-se hoje no Ministério da Justiça a primeira reunião de uma comissão para a desformalização, eliminação e simplificação de actos notariais e registrais.

O Ministério da Justiça pretende, com o auxílio dos trabalhos da comissão e de outras entidades, designadamente sindicais, levar a cabo um ambicioso programa de eliminação de actos notariais e registrais, para facilitar a vida dos cidadãos e das empresas. Visa-se colocar a Justiça ao serviço dos cidadãos, das empresas e do desenvolvimento económico.

Até ao final do ano de 2005 será apresentado um pacote para a eliminação e simplificação de actos notariais e registrais relacionados com a vida das empresas. Até ao final do primeiro semestre de 2006 será apresentado o conjunto de actos a eliminar ou simplificar na vida dos cidadãos.

A desformalização, eliminação e simplificação de actos insere-se no projecto de investimento prioritário de desmaterialização, eliminação e simplificação de actos e processos na Justiça, recentemente divulgado pelo Primeiro-Ministro.

A comissão para a desformalização é composta pelas seguintes entidades:
AEP – Associação Empresarial de Portugal; ACP – Associação Comercial do Porto; AIP – Associação Industrial Portuguesa; CIP – Confederação Industrial Portuguesa; CCP – Confederação do Comércio e Serviços de Portugal; CEC – Conselho Empresarial Centro; Câmara dos Solicitadores; DECO – Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor; O A – Ordem dos Advogados; PME Portugal - Associação das Micro, Pequenas e Médias Empresas de Portugal; CGTP – Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses; UGT – União Geral dos Trabalhadores; UCMA – Unidade de Coordenação da Modernização Administrativa; Ministério da Economia; Ministério das Finanças.

Novo filme este verão

Fernando Teixeira dos Santos


Temos novo ministro das finanças.
Campos e Cunha sai desgastado depois de tentar sozinho empreender uma marcha em direcção contrária às resoluções do Conselho de Ministros. Não é estranho para mim ser um independente o primeiro a acusar a pressão e a sair. Normalmente a aposta em independentes não é acompanhada por um cuidado especial em resguardá-los dos factores de atrito que invariavelmente levam à sua saída.
Mas, como diz o provérbio: "Rei morto, Rei posto" e é com agrado que vejo a escolha recair sobre um homem ligado à cidade do Porto, ponderado e conciliador e um excelente técnico. Acredito que é a escolha certa para o lugar! Boa sorte e muito sucesso!

Quarta-feira, Julho 20, 2005

A demagogia...

Este post sai-me directo, sem retoques, com um misto de incompreensão e revolta perante a total apatia e credulidade dos habitantes do Porto face à retórica ôca de Rui Rio.
Como é possível que ninguém reaja quando ouve o Presidente da CMP dizer que o PS anda a gastar muito dinheiro na sua campanha eleitoral enquanto ele próprio anda a gastar 10 vezes mais, só que não é da sua verba de candidatura, mas através dos meios da autarquia!
É vergonhoso, é indecente e demonstra que por baixo de uma fachado de mangas de alpaca se esconde um demagôgo, sem problemas em manipular os munícipes com propaganda em vez de informação. Não só revela falta de carácter, como é criminoso.
Como é possível que o site da autarquia seja um site de verdadeira propaganda,como é admissível que se andem a espalhar cartazes pelo Porto a anunciar obra que não está feita, como é possível que a autarquia ande a distribuir panfletos acerca de obras na cidade que são tudo menos consensuais?
Como é possível que ninguém se aperceba que nem uma obra das concluídas foi idealizada pela actual autarquia? Como é possível mascarar com slogans e cores berrantes a falta de ideias do projecto PSD?

Terça-feira, Julho 19, 2005

Da Visita ao Bolhão

A preocupação com as pessoas foi o tom da visita matinal do nosso candidato Francisco Assis ao mercado do Bolhão, verdadeiro ex libris dos costumes e das gentes portuenses.
Atendendo aos últimos desenvolvimentos negativos, cabe recordar que estamos face a um equipamento incontornável da cidade do Porto, situada numa zona nobre e cuja salvaguarda é competência da autarquia.
Infelizmente, a incompetência do executivo do Rui Rio fez com que se omitisse procedimentos diligentes no sentido da salvaguarda de tamanho património. Perante esta grosseira incúria, o Bolhão agonizou ao ponto de o LNEC ter dado parecer no sentido de risco iminente de ruína.
Face a este cenário, Assis escutou as legítimas preocupações dos comerciantes, que se vêem confrontados com intimações camarárias para abandonarem os seus postos de trabalho, mas sem qualquer garantias futuras.
Apesar do valor da segurança das pessoas estar em primeiro lugar como fez questão de salientar, Assis não deixou de apelar a uma decisão concertada com os comerciantes de modo a minorar os sacrifícios necessários para a resolução do problema.
A cidade do Porto não pode tolerar mais estas omissões exponenciadas pelos interesses especulativos e imobiliários.

Bolhão - o interlúdio

Esta visita de hoje ao bolhão, cuja recepção tantos temeram, afinal parece que não correu assim tão mal, mas contamos com o nosso repórter em cima do acontecimento, o Miguel Primaz, para nos contar os pormenores.
Para já fica um excerto do discurso do Assis aos microfones da Antena 1: "Incúria e incompetência são as palavras que melhor descrevem a irresponsabilidade da actual maioria da C.M.P. por terem ignorado os sucessivos avisos aos problemas estruturais do edifício."

Segunda-feira, Julho 18, 2005

Assis entre a Multidão

Ontem Francisco Assis, deslocou-se à feira do Cerco do Porto em Campanhã. O resultado foi muito bom, mesmo muito bom.
O Jornal de Noticias retratou a situação como um "Banho de Multidão".
De saliantar ainda que o próprio jornal faz referência à brilhante presença da JS no acompanhamento do candidato à Câmara Municipal do Porto. Tal facto merece até uma fotografia.

A qualidade da água do nosso rio

"Ao longo do último século verificou-se que a poluição no rio Douro tem vindo a aumentar. Recuando no tempo até aos anos 30/40, o nosso rio era povoado de golfinhos que entretanto fugiram devido à sua poluição; mais tarde verificou-se também o desaparecimento de outras espécies como o Sável ou a Lampreia. Um aspecto negativo é o facto de que o rio Douro ser bacteriologicamente impuro após a ponte do Freixo e apesar dos esforços desenvolvidos pelas câmaras de Gondomar, Porto e Vila Nova de Gaia que têm apostado muito na construção de ETARES, estas água ainda continuam poluídas." in Qualidade da Água no Porto

Da Eterna Luta Classista

"..Nos primeiros três dias consecutivos de greve dos trabalhadores da STCP, a taxa de adesão não ultrapassou os 20%, afirmou ontem fonte da empresa." (..)

"Para os sindicatos os números são bem diferentes: a adesão rondou os 60 a 70% nos três dias, já que a paralisação não era apenas dos motoristas, mas de todos os funcionários da empresa."

Faço desde já uma proposta,assim no sentido de obviar a este tipo de dúvidas, seria a criação de um organismo imparcial aferidor dos resultados das acções de protesto dos interesses em antagonismo.
Suspendia-se de vez o constante lançamento de poeira para os olhos dos cidadãos.

As apresentações

Foi um Assis confiante aquele que efectuou encerrou a apresentação do seu mandatário e do presidente da Assembleia Municipal. Com determinação e coragem anunciou que não se deixava abalar por sondagens menos favoráveis e que estava para ficar porque a letargia a que o Porto sucumbiu há muito que o incomodava profundamente.
Mas não é desse Assis que aqui quero falar, quero falar do Assis que se sentava na mesa dos oradores enquanto falava o seu mandatário, Pedro Bacelar.
No seu discurso, Pedro Bacelar falou, não como político, porque não o é (era?), mas como Pai, como alguém que quer que os filhos cresçam numa cidade com perspectivas, onde não se tenha de sair para fazer uma carreira. dirigindo-se ao candidato classificou-o como "sério", "corajoso", "determinado", "experiente", entre muitos outros atributos. Ao ouvir estes elogios, Assis corou e sorriu, com a modéstia e a humildade que distingue os grandes. Não é um homem presunçoso, mas um homem com uma paixão por esta causa. "A política é porventura o caminho mais difícil para atingir a felicidade", afirmou. Mas quando o que está em causa é o futuro da cidade, todos estaremos dispostos a trilhar esse caminho com o PS e com o Assis!

Reforma aos 65

Parece-me pertinente uma nota prévia: não pretendo com este bitaite tecer algum tipo de consideração sobre o carácter político e/ou laboral nem sequer ser veículo de apoio ou de discordância para com as políticas deste e doutros governos…é apenas um bitaite…

Iniciou-se, no passado dia 14 de Julho, em Toronto mais uma parafernália de ensaios daquela que é considerada (pelo menos por mim!) a maior banda rock de todos os tempos: The Rolling Stones com vista uma tour mundial!
Sem discutir gostos devemos reconhecer que estes senhores, que iniciaram a sua actividade profissional no início da década de 60, são uns verdadeiros mouros de trabalho. Conseguimos imaginar numa outra qualquer actividade profissional tão grande longevidade duma empresa sem desprimor da qualidade que apresentam? Ainda por cima num sector tão competitivo como o da música? Será que na base do sucesso deles estão inúmeras acções de formação profissional ou subsídios da União Europeia? Qual foi o sindicato que defendeu os seus direitos? E para aqueles que acham que isto não é trabalho ficam umas continhas para fazer: eu assisti a dois concertos e nas duas horas e meia que dura penas um vi músicos com cinquentas e sessentas com telecasters (guitarras eléctricas) aos ombros a correr sem parar; se multiplicarem estas duas horas e meia por cento e vinte concertos duma tour mundial e se multiplicarem pelo número de tours chegam a um número que se calhar é mais alto do que a nossa idade!
E tudo isto para quê???
Só para dizer que, se calhar, a chave do sucesso da economia é mais simples do que parece: reside na vontade e no gosto pelo trabalho…
Cristiano

Resposta à adivinha

Sexta-feira, Julho 15, 2005

Chegaram as férias para os Eurodeputados

Vejam só as caras de felicidade:

PS


















PP/PSD









Adivinhem quem é?

Ele é pálido, usa óculos e anda sempre a viajar.

Onde pára a polícia?


Não sei os motivos das ameaças dos sindicatos da polícia, mas há que manter uma certa "urbanidade" (mais uma palavra aprendida com o Primaz) em tudo o que se faz. Ameaçar cortar uma ponte, poucos anos depois de terem ido malhar em cima de uns camionistas que tiveram a infeliz ideia de fazer o mesmo não é nada sensato.
É este tipo de mentalidade mesquinha e chantagista que temos de varrer do país.

As cidade que queremos

As eleições são espaços de apresentação de escolhas à população.
Mas a população não é uma massa uniforme, é um conjunto alargado e heterogéneo de pessoas com interesses individuais que dificilmente se conseguirão conciliar.
Dessa forma os políticos tentam encontrar grandes causas, visões comuns do que deveria ser a cidade ideal.
Para o Rui, o Porto ideal seria um Porto dormente e submisso. Contente por amealhar uns tostões à custa do desenvolvimento da cidade.
Do outro lado temos o Porto de Assis, europeu, dinâmico e ousado.

Os portuenses são naturalmente avessos ao risco e não sei se estarão preparados para tamanha mudança em ambição... espero que sim, a bem da Cidade!

Círculos Temporais

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Aristóteles, através das suas obras "Política" e "Ética a Nicômaco" veio esboçar um novo tipo de Política, principalmente por suas ideias de participação popular e por defender que toda boa política deve visar sempre o bem comum.

Quarta-feira, Julho 13, 2005

Assis na Blogosfera

Mensagem de abertura do blog de Francisco Assis
"Cara(o) portuense,

Bem-vindo ao blog da minha candidatura à presidência da Câmara Municipal do Porto.

Entrei nesta corrida eleitoral por ter a convicção profunda de que o Porto precisa de uma nova energia, de um novo estilo de governação. Uma governação que não se feche teimosamente sobre si própria mas que, pelo contrário, saiba ouvir e recolher os contributos dos seus cidadãos e das instituições da cidade.

De facto, abrir o processo de decisão política aos cidadãos é um dos desígnios basilares da minha candidatura. O Fórum Porto é talvez a prova mais perceptível dessa minha vontade, mas tenho consciência que, aproveitando as suas capacidades interactivas, as novas tecnologias de comunicação podem assumir-se como uma ferramenta fundamental para cumprir esse propósito.

Assim, espero que, mais do que um ponto de informações sobre a minha candidatura, este blog seja um ponto de encontro e debate em que todos os portuenses possam participar e contribuir para a elaboração de uma nova visão para o Porto e a sua autarquia.

Por isso, participe, faça-se ouvir e junte-se a nós na construção de um Porto voltado para o século XXI.

Francisco Assis"

Bruegel

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